sábado, 26 de setembro de 2009

Uma voz por companhia

Alguns de nós, maiores de 40, tivemos a sorte de ouvir, em radios, as chamadas radio-novelas, eram os anos 60 e os anos 70, familias inteiras juntavam-se próximo ao aparelho para “ouvir” mais um capitulo.... Naquela que a maioria dos historiadores denomina idade das trevas, ou idade media, poucos eram os que sabiam ler, no entanto, inúmeros eram os que sabiam contar uma estória, um causo, sempre, em algum lugar do planeta, muito antes desta época, já era costume o juntar-se para ouvir uma voz que a nós trouxesse informações para além de nós mesmos... hoje, podemos ler em diversificados posts na Internet a opinião de vários que consideram somente a leitura de impressos como algo de real valor e os já inúmeros “ouvidores de livros” preguiçosos, não o concordamos.

Numa época na qual a tecnologia nos permite o acesso à informação de mais de uma maneira diferenciada não vemos nada de errado com o audiolivro, muito pelo contrário, o que visualizamos num futuro não longinqüo é a banalização da leitura, de uma maneira positiva, depois do pdf qualquer um que já tenha tido acesso a um arquivo neste formato viu como é fácil, não é mais necessário gastar-se os tubos quer seja para levar ao público a “obra” quer seja para que elementos desse público venham a adquiri-la, o audiolivro dá um passo mais adiante e, já o prevemos, assim como a música em mp3 gerará muita queda de braço entre aqueles que não mais conseguirão lucrar fácil com um título disponibilizado no formato livro, quer seja o título já público ou ainda privado, ainda hoje, muitos são aqueles que ainda sonham em ficarem ricos vendendo muito e mais do mesmo, ao invés de criar oportunizações, inúmeros são os artistas que estão fazendo diferente, mesmo que seja com mais do mesmo.

Compramos livros, ou, simplesmente os lemos em nossa mente, inúmeras vezes os lemos em voz alta, a diferença, agora, é a de podermos gravar – coisa, aliás, que já há muito tempo fazemos, mas somente para nós -, pois é, vemos nessa febre de audiolivro que se incia um quê de positividade, mas esperamos que o conceito de audiolivro traga muito mais que apenas a leitura de “livros terceirizados”, é o que esperamos.

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